Por que fazer home-office ainda esse mês?

Por que fazer home-office ainda esse mês?

Por que fazer home-office ainda esse mês?

A declaração do Covid-19 como pandemia trouxe à tona uma necessidade imediata da adoção de modelos de trabalho remotos. Para garantir a integridade física de seus colaboradores e manter a empresa em funcionamento, é necessário adotar o home-office.

A Organização Mundial de Saúde decretou: o coronavírus é pandemia. E, no Brasil, os primeiros casos já começam a aparecer, fazendo com que empresas e instituições públicas adotem medidas de prevenção urgentes.

É por isso que nós, da QRPOINT, sugerimos que todas as empresas que possam optar pelo regime de trabalho remoto, ou home office, façam isso. O isolamento social é uma das medidas de contenção do vírus e, portanto, ficar em casa, nesse momento, pode salvar vidas.

O home office é indicado principalmente às empresas que tenham colaboradores acima dos 60 anos, diabéticos de qualquer idade ou com doenças autoimunes, já que esses são os principais grupos de risco.

Além disso, a tecnologia já disponibiliza excelentes ferramentas para acompanhamento de equipes remotas, reuniões em ambiente virtual e aulas não-presenciais. Empresas como Google tem liberado, gratuitamente, o acesso avançado a ferramentas de hangout para instituições de ensino, para que o calendário escolar não seja afetado pelos atrasos que as ações de prevenção podem causar.

O impacto do COVID-19 nas empresas

Para os colaboradores, suspender as atividades na sede da organização é apenas uma das muitas possibilidades de prevenção ao COVID-19. Para a empresa, pode ser a ação que vai livrar os gestores de muita dor de cabeça.

A razão é simples: caso o funcionário contraia coronavírus no local de trabalho, a empresa deve se responsabilizar pelos desdobramentos da doença. Caso o portador do COVID-19 precise tirar licença médica, o protocolo de 15 dias pagos pela empresa e o restante pela previdência social, nos casos de carteira assinada, permanece.

E, após esse período, o colaborador que se recuperar e voltar normalmente aos serviços pode ter segurança de pelo menos doze meses sem poder ser demitido, principalmente em casos onde a atividade-fim não necessita da presença do colaborador em tempos de pandemia.

Em outras palavras, agências de publicidade, escritórios de arquitetura, escolas, casas de shows e eventos, além de outros modelos de organização que podem adiar a programação ou desenvolver as atividades de modo remoto devem prezar por essa escolha.

Por outro lado, atividades-fim que se relacionam com tratamento e contenção do contágio de coronavírus devem aumentar significativamente suas atividades nos próximos dias. Hospitais, enfermarias, unidades de pronto-atendimento e clínicas de atendimento de urgência estão contratando profissionais temporários e vão continuar operando normalmente.

A recomendação, nesse caso, é que as pessoas não se dirijam até esses locais caso não estejam em busca de atendimento médico de emergência.

Home office não é férias…

Vale lembrar que o regime de trabalho home office não é o mesmo que férias. Ao optar por essa condição, a empresa deve ser clara no que tange às entregas e responsabilidades de seus colaboradores.

Dessa forma, é possível, à empresa, continuar o controle da jornada de trabalho normalmente, mesmo que a pessoa não se dirija à sede para fazer a marcação no relógio de ponto. Aplicativos como o da QRPOINT, que fazem esse registro digitalmente, podem ser de grande auxílio nesse momento.

Entretanto, há também a possibilidade de a organização sugerir férias coletivas, a partir de acordo com o Ministério do Trabalho e/ou sindicatos das categorias. Esse regime é completamente diferente do home office: nele, as pessoas sabem que estão de férias por um tempo determinado e, após o período, devem voltar normalmente às atividades.

Nesse caso, especificamente, o controle de ponto seria suspenso.

Minha empresa não pode fazer home office. Como lidar?

Além de colocar álcool gel à disposição dos colaboradores, medidas alternativas de contenção podem ser tomadas por um prazo determinado. Por exemplo: suspender as atividades dos colaboradores em grupos de risco, ou seja, pessoas acima de 60 anos, diabéticos em qualquer idade e/ou com histórico de doença autoimune.

Outra opção é flexibilizar o horário de entrada e saída da jornada de trabalho, evitando que os colaboradores se sintam obrigados a pegar ônibus cheios para se dirigir ao serviço. Nesse caso, o controle de ponto pode se adequar à flexibilidade da jornada.

Se a empresa tiver capacidade para deixar as janelas abertas, ou gerenciar as atividades ao ar livre, vá por esse caminho. Ar condicionado só em último caso. Justamente por essa razão, remarcar viagens a trabalho é de bom tom.

Por fim, é indispensável que a empresa não desconte os dias não trabalhados de pessoas com sintomas que se assemelhem aos do coronavírus, visto que a ausência desses colaboradores também é uma forma ativa de contenção do contágio.

É hora de diretores, gestores e funcionários pensarem no coletivo, no ser humano, e fazer o máximo possível para que todos estejam seguros nesse momento de atenção à saúde. Nessas horas, vale lembrar que, como mostram as bolsas de valores do mundo, a situação econômica não está fácil para ninguém, e a produção (e produtividade) não pode estar acima do cuidado com as pessoas.

Se você tiver dúvidas sobre como lidar com o home office ou as alternativas de horário de trabalho, a partir do ponto de vista da Gestão de RH, experimente a QRPOINT. Estamos à disposição para lidarmos junto com a sua equipe com esse cenário, tão novo e desconhecido para todos nós.

 

Eduardo Fiuza Lobo

Fundador da ABAS e CEO do QRPOINT.

Compartilhe