COWORKING

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Em novembro de 2016, estava em São Paulo para participar de um evento sobre Startup’s chamado CASE 2016 (muito bom, por sinal!). Nesse evento, assisti a uma excelente palestra de André Barrence, Diretor do Google Campus São Paulo. Durante a apresentação de um slide muito bem elaborado e simples (sim, eles conseguem), ele nos disse um dado que me chamou bastante atenção: 1/3 dos espaços de coworking do mundo tem menos um ano de vida.

Para mim, foi um como se ouvisse um sino (daqueles de recepção)! Um fenômeno mundial significa que em diversas partes do mundo, com seus específicos contextos, houve uma consequência comum direcionado ao surgimento desses novos ecossistemas e ambientes de trabalho. Em terras tupiniquins, a crise econômica enfrentada funcionou como motivador e catalizador desse movimento.

Desse ponto em diante, não consegui mais prestar muita atenção nos slides seguintes. Me dediquei a matutar sobre o assunto: Quais seriam os benefícios considerados por quem usa? O que ele traz de novo? Quais são os serviços surgidos para atender essas demandas?

Primeiramente, gostaria de fazer uma relação com os “ensinamentos” contidos em um dos livros de gestão mais famosos sobre Startup’s (mas que, ao meu ver, pode ser aplicado em qualquer negócio), chamado The Lean Startup (A startup Enxuta) de Eric Ries. Um deles diz sobre como é importante “aprender rápido e barato”. Na essência, quer dizer: Gaste o mínimo possível para validar sua ideia e entenda rápido as mudanças necessárias. Evite riscos (de falir, por exemplo) desnecessários ao desenvolvimento da função principal (core business) do seu negócio.

Nesse contexto, as despesas de ocupação de caráter fixo (espaço físico e serviços agregados) e não relacionado ao core business em sua maioria, surgiram como principais alvos de otimização, forçando novos negócios a diminuir ou retardar esses investimentos, e negócios já existentes a repensar suas despesas atuais, principalmente, num cenário de retração geral do mercado, decorrente da crise econômica.

Muito mais eficiente, seria aplicar esses gastos em algo com um ROI (Retorno sobre o Investimento) maior.

Voltando a Startup Enxuta e aos novos modelos de gestão que acompanharam as empresas de tecnologia e se espalham (acertadamente) ao demais “negócio tradicionais”, tornou-se comum encontrar uma estrutura organizacional mais plana, sem inúmeros departamentos e excesso de hierarquização. Deste modo, não há mais necessidade de gastar com uma “Sala para Diretor” ou “Sala para Coordenadores”. Os líderes estão próximos de seus liderados, ajudando a deixar os processos mais fluídos e as decisões velozes.

Outro forte argumento que justifica o surgimento de mais espaços de coworking e escritórios compartilhados é que esses espaços são grandes fomentadores de uma coisa chamada inovação! Existe um famoso vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=tDf0dxIaCB0 – dublado) chamado “where good ideas come from” por Steven Johnson. Basicamente, ele explora (resumidamente, pois o Steven é autor de várias publicações sobre o tema) de onde vêm as grandes ideias e quais são os processos levam ao surgimento de boas ideias. Umas das suas conclusões é que grandes ideias veem de outras pequenas ideias que se encontraram, fomentados por um ambiente que “azeitasse” esse encontro. Adivinha quais os ambientes campões em fomentar inovações? Cafés e espaços compartilhados de trabalho, nos quais é possível ter várias experiencias e expertises diferentes reunidas sem uma barreira física que possa inibir essa interação.

Lembrando que esse fomento também acontece em níveis diferentes de compartilhamento, como, por exemplo, para empresas que tenham poucas pessoas e não necessitam de uma estrutura completa de escritório só para eles. Escritórios compartilhados, no qual, somente é locado com exclusividade, uma sala para colocar os trabalhadores para somente trabalhar. Espaços como copa, banheiros, recepção e áreas de descanso são compartilhados pelas empresas residentes, os quais proporcionam o convívio e compartilhamento de experiências.

No intuito de agregar ainda mais valor aos negócios de seus clientes, muito espaços compartilhados também oferecem serviços acessórios como papelaria, contabilidade e comunicação visual. Tudo para atender os serviços de “primeira necessidade” de pequenos negócios.

Logo, sediar um negócio em um ambiente menor e mais barato, compartilhando espaços comuns com outros empreendedores, necessitando gastar com demais ambientes, somente quando precisar faz todo sentido. Como argumentos, citaria:

  1. Início de um negócio mais rápido;
  2. Economia imediata;
  3. Formação de um ecossistema que fomenta a Inovação;
  4. Networking; e
  5. Foco do empresário no core business de seu negócio.

 

 

RIES, E. The Lean Startup: How Today’s Entrepreneurs Use Continuous Innovation to Create Radically Successful Businesses. 1. ed. New York: Crown Business, 2011.

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